Não sei viver fora daquilo que é constante , daquilo que não é rotineiro , algo que quase sempre se repete , isto talvez seja um problema onde se vive em uma sociedade do ser , estar , acontecer em muitos lugares.
A questão não é viver em uma fazenda no meio de uma longinqua zona rural , longe de todos as pessoas mas sim criar alguns laços e não poder se desvincular deles. Obviamente não falo que estou seguindo uma só trilha , só caminho , um rio que por fim vem a desembocar em um imenso mar. Talvez como muitas vezes acabo fazendo , me expressei mal , o quero dizer na verdade é que fico preso as rotinas e não em uma apenas.
Um grilhão ou vários a sensação de estar preso é a mesma , o sentimento de impotência caso tal dia você não fizer tal coisa , se eu não seguir por este caminho é algo que destrói a alma de qualquer ser humano. Os sentidos dado a vida parecem seguir este raciocínio de peças xadrez , porque cada passo parece jamais ir contra as regras já estabelecidas por nós mesmo , você não pode fazer a torre andar como o cavalo...Mentira , como Hitler falou um dia “dita cem vezes uma mentira torna-se verdade” , isto que construo sobre mim mesmo , uma teoria foulcaultiana do tal coisa não posso porque esta estabelecido de tal maneira as coisas.
Cada nova rotina da minha vida é uma novo passageiro do ônibus da vida , onde ele as vezes entra e ocupa o lugar do último que desceu e sua conversa pode ou não ser um motivo para mim descer em determinada parada.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)